Ao encerrar, ontem, um encontro que reuniu em Olinda (PE) 45 agentes pastorais de quatro Estados do nordeste, a Pastoral Rural da Regional Nordeste II, da CNBB, divulgou nota de protesto a respeito do assassinato sexta-feira, da presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB), Margarida Alves. Criticaram, ainda, o modelo economico e a atual politica agraria que sódefende os interesses dos grandes latifundiarios. Nos tres dias que estiveram reunidos em Olinda, os membros da Pastoral Rural discutiram um relatorio elaborado pela igreja onde são identificados 88 conflitos de terra nos Estados de Pernambuco, Paraiba, Alagoas e Rio Grande do Norte envolvendo diretamente 42 mil 214 familias num total de 212 mil pessoas. As causas desses conflitos, segundo o relatorio são: expansão do Pro-alcool em terras onde antes não se cultivava cana-de-acucar; grilagem; projetos governamentais na area rural; expansão da pecuaria e construção de barragens. As reivindicações das pessoas envolvidas nos conflitos são: permanecer na terra, titulação da terra, manutenção da posse, indenização justa (terra por terra) e reforma agraria (JB).