O presidente Figueiredo reuniu o Conselho de Seguranca Nacional e baixou um Decreto-Lei (n. 2045) que limita em 80% do INPC, por dois anos, todos os reajustes salariais (foram extintas as variações entre as faixas de renda), os aumentos dos alugueis (ambos a partir de primeiro de agosto) e as prestações da casa propria pelo BNH, a partir de primeiro de julho, para quem optar pelo reajuste semestral. E os juros bancarios foram tabelados. O decreto-lei admite a livre negociação salarial, depois de acordo coletivo ou sentenca judicial, em caso de forca maior ou de prejuizos que levem a empresa a situação economica e financeira critica. E limita a taxa de produtividade ao crescimento da economia. Os maiores prejudicados serão os que ganham até sete salarios minimos, ou seja, 90% dos trabalhadores brasileiros, segundo o Ministerio do Trabalho. As medidas de ontem representam uma forte desindexação da economia e foram saudadas pelo integrante da missão do Fundo Monetario Internacional (FMI), Thomas Reichmann, como uma contribuição para a assinatura de um novo acordo com o Fundo, o que deve permitir a liberação da segunda parcela do emprestimo do FMI, no valor de US$411 milhões (JB) (FSP) (GM) (O ESP).