Com uma estimativa de redução à metade, em relação aos niveis de 1982, das necessidades de financiamentos das empresas estatais este ano, e com a aplicação de 20 a 25% do orcamento fiscal como contribuição ao orcamento monetario, o ministro da fazenda, Ernane Galveas, acredita que as pressões inflacionarias sobre as taxas de juros diminuirão substancialmente no segundo semestre. Quanto ao programa acertado com o Fundo Monetario Internacional (FMI), o ministro o resumiu em tres pontos: redução do deficit publico global de 16,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 1982 para 8,8% em 1983, 5% em 1984 4% em 1985; e redução das necessidades de absorção de poupanca externa-- e portanto menor crescimento da divida-- que de 5,5% do PIB em 1982 deverá situar-se em 2,2% em 1983, 1,5% em 1984 e 1% em 1985; e, em consequencia, aumento da poupanca interna de 14,5% do PIB em 1982 para 16% em 1983, 18,5% em 1984 e 20% em 1985. Galveas considera muito favoraveis os sinais de recuperação internacional, a partir do crescimento da economia norte-americana, e acredita, por isso, que seja cumprida a meta de superavit comercial de US$6 bilhões (FSP).