Representantes de 97 assentamentos de trabalhadores sem-terra de todo o país, reunidos em Curitiba (PR) para discutir a distribuição de Cz$300 milhões (Cz$200 milhões da SEPLAN e Cz$100 milhões do MIRAD) liberados pelo presidente José Sarney, no último dia 2, decidiram que a maior parte desses recursos deverá ser aplicado em compra de sementes, correção de solos e fertilizantes para a produção de alimentos. Os projetos de investimentos, como obras de infra-estrutura, compra de tratores e máquinas para os assentamentos, ficarão em segundo plano. Para os colonos, que formam um contingente de 12.400 famílias, a produção de alimentos "é a única forma de viabilizar os assentamentos a curto prazo". Orientados pela Coordenação Nacional dos Assentamentos, organização ligada à Comissão Pastoral da Terra (CPT) e às Secretarias de Reforma Agrária e Agricultura, os sem-terra enviaram 95 projetos ao governo federal reivindicando Cz$500 milhões, uma vez que os recursos liberados por Sarney não chegam a atender à demanda dos assentamentos (JB).