A "volta às origens" preconizada pelo recente manifesto de 113 dirigentes do PT, em São Paulo, visa encurralar pelo menos dois segmentos do partido não sintonizados com essa proposta, classificada de purista: o de intelectuais e parlamentares que pregam um entendimento com as demais forcas de oposição (PMDB e PDT, principalmente) e o de grupos extremistas que, segundo os atuais dirigentes, pretendem "aparelhar" o partido, não se submetendo às suas normas internas, mas a comandos paralelos. O manifesto em questão reune, em sua maioria, sindicalistas voltados às bases tradicionais do partido (FSP).