EX-DIRETOR DIZ QUE PEDIU DEMISSÃO DEVIDO A PRESSÕES

O ex-diretor da Penitenciaria do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Santos Barbosa, atribuiu ontem, a uma pressão coordenada por membros do extinto Partido Comunista do Brasil (PC do B), liderada pelo deputado federal José Genoino Neto e o deputado estadual Paulo Frateschi, ambos do PT, sua decisão de pedir exoneração do cargo. Genoino Neto, ex-militante de movimentos de esquerda, acusou Luis Barbosa de ter integrado o Esquadrão da Morte e participado de sessões de tortura a presos politicos, quando na chefia da carceragem do DEOPS, na administração do falecido delegado Fleury, e na direção da Penitenciaria, de 1975 a 1979. Segundo Luis Barbosa, "a atitude deles é irresponsavel, pois não tem provas do que alegam. Eles assaltaram e mataram e agora querem denegrir a honra de uma familia crista, com o apoio de uma ala da Igreja, utilizando-se da imprensa, que publica declarações sem investigar", concluiu (FSP).