Os ministros do Planejamento, Delfim Neto, da Fazenda, Ernane Galveas e o presidente do Banco Central, Carlos Geraldo Langoni, chegaram a um acordo para ajustar a economia brasileira ao compromisso de contenção do deficit publico assumido com o FMI (Fundo Monetario Internacional). E nos proximos dez dias, o governo anunciará um pacote de medidas retirando os subsidios do trigo, do acucar e da conta-petroleo. Determinará tambem que as elevações de precos, em decorrencia da retirada dos subsidios, não sejam repassadas ao INPC (Indice Nacional de Precos ao Consumidor) que reajusta salarios, alugueis residenciais e precos minimos agricolas. Se pensa, ainda, excluir do calculo de correção monetaria (base de remuneração das cadernetas de poupanca) os aumentos dos derivados de petroleo, do trigo e do acucar (para os quais estão sendo estudados aumentos entre 35% a 50%, 40% e 60% e o acucar não tem ainda um percentual definido). O governo pretende tambem congelar o numero de titulos das dividas publicas da União, dos Estados e municipios; manter as taxas de juros em niveis aceitaveis e elevar os limites de captação externa para os Estados e municipios (JB)