TESOURO ASSUMIRÁ DÍVIDA DA SIDERBRÁS

O ministro do Planejamento, João Sayad, disse que o governo federal estuda um pacote de medidas para sanear o setor siderúrgico estatal, no valor de US$12 bilhões. O presidente da SIDERBRÁS, Amaro Lanari Júnior, informou que estatal tem uma dívida global de US$16 bilhões, dos quais 50% são de origem externa (em dólares e ienes). Ele deseja que o governo capitalize as dívidas do setor estatal, aportando recursos do Tesouro Nacional de 1986 a 1992 de Cz$23,8 bilhões e renegociando a metade do saldo devedor (Cz$6,8 bilhões) do empréstimo concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e USIMINAS. Em troca, a SIDERBRÁS se propõe a aumentar a receita para Cz$65,6 bilhões de 1986 a 1990, e a rediminuição de custos em Cz$8,5 bilhões, no mesmo período, através da redução no consumo de energia e melhoria da eficiência das laminações. Segundo Amaro Lanari Júnior, a SIDERBRÁS é o quinto maior produtor mundial de aço, tendo exportado cerca de US$984 milhões em 1985 (JB).