O ministro da Indústria e Comércio, José Hugo Castelo Branco, aprovou três projetos submetidos ao Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), sendo dois da área de produtos químicos e o terceiro no setor de produção de calcário. Os projetos prevêem investimentos de Cz$183 milhões e retornaram, agora, aos respectivos grupos setoriais para receber o título definitivo do CDI. O projeto da empresa Química da Bahia Indústria e Comércio S/A é o que prevê maior investimento e se destina à implantação de uma unidade industrial para a produção, em 36 meses, de 6 mil toneladas anuais de etilo-aminas ("produto destinado à fabricação de defensivos agrícolas"), e objetiva a substituição das importações dessa substância. Essa empresa pertence à Norquisa, Oxiteno Nordeste e Virgínia Chemicals Corporation, que detêm, cada uma, 1/3 do capital votante. Elas investirão Cz$154,288 milhões na implantação da planta, sendo que Cz$235 mil referem-se à importação de equipamentos. No parque nacional será adquirido um total de Cz$57,8 milhões em bens de capital. A tecnologia será escolhida entre as empresas Berol-Kemi (sueca) e Société Chemique De La Grande Paroisse (francesa). A Fábrica de Cal Votoran (grupo Votorantim) também recebeu endosso do MIC, e pretende investir Cz$17,9 milhões na modernização do sistema de britagem de calcário e de alimentação dos fornos de cal, com o objetivo de se obter redução nos custos de produção através da substituição da frota de caminhões diesel por sistemas de correias transportadoras movidos a energia elétrica. O terceiro projeto aprovado pelo MIC é o da Indústria Química Cataguases Ltda., que vai implantar uma unidade industrial com investimentos de Cz$11,7 milhões, para produzir, em 18 meses, 1 mil toneladas anuais de hipoclorito de cálcio ("com 65% de cloro ativo"), destinado basicamente a sistemas de tratamento de água (GM).