Entre US$30 milhões e US$50 milhões, de créditos da Centralsul, estão
5293 depositados em bancos norte-americanos sem que as duas últimas
5293 administrações da central soubessem, e ficaram todos esses anos retidos e
5293 sendo utilizados como caixa e em outras operações pelos bancos, sem que os
5293 dólares voltassem como divisas ao Brasil, como deveria ocorrer. Esses
5293 créditos são fruto de operações de exportações da Centrasul, que está
5293 ultimando ações junto à Justiça norte-americana para exigir a liberação
5293 e devolução daqueles recursos. A informação foi dada pelo presidente licenciado da Fecotrigo (é candidato a suplente de senador pelo PMDB) e ex-presidente da Centralsul, Jarbas Pires Machado, autor inicial das ações movidas pela Central contra o Bank of America, e que levaram ao recente acordo, pelo qual o banco desistiu de cobrar US$22 milhões, agora já excluídos da dívida externa brasileira. Segundo as informações, a descoberta da existência de créditos da Central de Cooperativas Gaúchas em outros bancos norte-americanos ocorreu durante tramitação da ação movida pela Centralsul contra o Bank of America nos EUA. "Foi quando se constatou que parte dos recursos que deveriam estar no banco, na verdade estavam em outras instituições financeiras, que usavam esses dólares como caixa e para inúmeras operações bancárias, sem que a proprietária do dinheiro, a própria Centralsul, soubesse de sua existência. Machado não quer revelar o nome dos outros bancos envolvidos para não prejudicar a preparação das ações". Fonte de Brasília revelou que um desses bancos que ficou com créditos da Centralsul é o Shersan American Express (JB).