BANQUEIROS ASSINAM ACORDOS

Banqueiros, em fila, assinam os acordos de emergencia com o governo brasileiro de US$4,4 bilhões e refinanciamento das amortizações de US$4 bilhões da divida externa brasileira que deveriam ser pagas este ano. "Conseguimos fazer em dois meses pelo Brasil o que levou cinco meses nos casos do Mexico e da Argentina", afirmava um representante do Morgan Guaranty Trust, que coordenou o emprestimo "jumbo". No caso do Brasil, a solução foi feita "para se ajustar ao problema, que era a perda de acesso aos mercados de dinheiro", disse o banqueiro. O congelamento parcial da divida brasileira, mesmo que concluida a renegociação com os bancos estrangeiros e formalizado o emprestimo do FMI, já está sendo estudado, em suas possibilidades e implicações, por tecnicos do governo no Brasil e em Nova Iorque. No fundamental, porem, trata-se do reconhecimento implicito de que o Pais não tem como resgatar sua divida externa (FSP).