Marco Antonio de Souza Aguiar, superintendente tecnico da FIBGE (homem-chave do setor metodologico) e Armando Barros Castro, superintendente de estudos geograficos e socio-politicos do mesmo orgao, pediram demissão. Motivo: estavam indignados com as sucessivas declaracoe feitas por Jessé Montelo, diretor da FIBGE, e por pessoas da Seplan (Secretaria de Planejamento da Presidencia da Republica), que negavam, na imprensa, que a metodologia de calculo do INPC seria modificada, quando, na realidade, as mudancas ja vinham sendo feitas à revelia do corpo tecnico da FIBGE. Neste domingo, Aguiar e Castro devem entregar a imprensa um dossie sobre o caso, denunciando todas as pressões feitas por Brasilia para modificar a metodologia do indice que regula os reajustes salarias. Constarão do dossier documentos comprovando essas pressões e tambem relatos de varias reuniões realizadas na Seplan, sendo que de uma delas participou o ministro do planejamento, Delfim Neto. Nesta reunião, relizada dois dias antes da FIBGE divulgar o INPC de janeiro (que foi de 10,43%), Delfim solicitou ao corpo tecnico do orgao que reduzisse o indice para algo em torno de 8% (FSP).