Sexta-feira, dia 18 de dezembro, 14h30: cinco aidéticos em fase terminal estão estendidos sobre camas sem lençol. O sexto está largado num colchão. Sem remédios, alimentação e tratamento médico adequados, todos aguardam a morte inertes. A cena descreve a rotina da enfermaria central da Casa de Detenção de São Paulo. Este ano, até o dia 15, a AIDS foi responsável por 51 das 197 mortes na Detenção, incluindo as 111 vítimas do massacre de dois de outubro (FSP).