CUSTOS DE PATENTEAMENTO NO BRASIL

Entre taxas que devem ser pagas ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e honorários ao escritório contratado para encaminhar e acompanhar o processo, uma empresa gasta, em média, "de Cr$15 milhões a Cr$20 milhões na fase do depósito do pedido de patente para uma invenção, caso não se trate de algo muito complexo". Outro tanto será gasto, segundo o engenheiro Gustavo Moraes, responsável pela área de patentes do escritório de São Paulo da Dannemann Siemsen Bigler & Ipanema Moreira até a obtenção da patente propriamente, em média cinco a seis anos depois. Comparados aos custos de outros países, os do Brasil até que são bem razoáveis, na avaliação de especialistas que lidam habitualmente com processos de patenteamento. Um escritório de patentes do porte da Dannemann-- existe cerca de 50 em todo o país-- dá entrada mensalmente a algo entre 150 e 200 pedidos de depósito no INPI, dos quais "mais de 80% de clientes internacionais, que buscam obtenção de patentes no Brasil", segundo Moraes. Os pedidos de empresas brasileiras, contudo, têm crescido bastante e a filial do escritório em SP (a matriz fica no RJ e existe há 90 anos), lida quase que exclusivamente com clientes nacionais. Entre esses, as invenções ligadas ao setor mecânico e à indústria automobilística são predominantes (GM).