O governo está desenvolvendo um projeto secreto, coordenado pelo Ministério da Marinha, com o objetivo de obter o domínio tecnológico da construção de reatores de pequenas centrais nucleares que, no futuro, poderiam ser utilizadas até para produção de energia complementar ao abastecimento de cidades e indústrias. O projeto, de valor não revelado pela Marinha e sem fonte de recursos identificada para custeá-lo, não foi autorizado pelo Poder Legislativo e tem sido alvo de críticas de entidades ambientalistas e políticos. A Coordenadoria para Projetos Especiais (COPESP), órgão de pesquisa da Marinha encarregado desse projeto, justifica seu desenvolvimento argumentando com a necessidade de criar-se alternativa de geração de eletricidade, quando estiver esgotado o potencial de aproveitamento hidrelétrico dos rios brasileiros, que se supõe deva ocorrer dentro de 20 anos. Os estudos fazem parte do programa militar nuclear coordenado pela Marinha e executado pela COPESP. Seus críticos, entretanto, questionam a necessidade de se recorrer à energia nuclear para geração e principalmente a forma como as pequenas centrais nucleares vêm sendo inseridas no planejamento energético e o papel da Marinha na condução do projeto (GM).