POLÔNIA QUER VENDER AO MERCOSUL

A adesão brasileira ao esquema de reestruturação da dívida polonesa com o Clube de Paris deve permitir o reaquecimento dos negócios entre os dois países. Autoridades e homens de negócios do Brasil e da Polônia apostam nessa possibilidade e na viabilidade de expansão da pauta de comércio tradicionalmente concentrada em poucos produtos. Afinal, a Polônia tem a oferecer um mercado agora aberto ao exterior com quase 39 milhões de habitantes; e o Brasil, de seu lado, atrai não apenas pelo seu tamanho mas também por sua participação no MERCOSUL. O comércio entre o Brasil e a Polônia, depois de ter chegado a US$600 milhões aproximadamente, por ano, de 1986 a 1988, encolheu bastante. No ano passado, caiu para US$238,8 milhões, somando-se importações e exportações. Do total de US$50,3 bilhões da dívida externa polonesa, US$31,7 bilhões são referentes aos membros do Clube de Paris, que renegocia débitos entre países. O Brasil é o quarto maior credor, com pouco mais de 11% do total, ou US$3,7 bilhões, na posição de setembro (GM).