O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Enrique Iglesias, assinou ontem, em Washington (EUA), o contrato de financiamento de US$450 milhões para a primeira etapa do programa de descontaminação do rio Tietê, na região metropolitana de São Paulo. É o maior empréstimo já feito pelo BID, e Iglesias lembrou que "as obras vão baneficiar em particular setores mais pobres da população". O custo total da primeira etapa do projeto é de US$900 milhões. Dos recursos comprometidos pelo BID, US$400 milhões saíram de seu capital ordinário, com 25 anos de prazo e taxa de juros variável, no momento de 7,23% ao ano. Os restantes US$50 milhões saíram do Fundo de Operações Especiais, também com 25 anos de prazo, mas taxa anual de juro a 3%. Ao todo o BID emprestou ao longo de sua história US$1,548 bilhão para o setor de saneamento no Brasil. Três empréstimos foram para o Estado de São Paulo, sem contar o do Tietê agora (GM).