O STF (Supremo Tribunal Federal) negou ontem mandado de segurança do presidente afastado Fernando Collor que, pela segunda vez, requeria mais prazo para se defender e o impedimento de 28 senadores no julgamento de seu impeachment. Hoje, o plenário do STF julgará o último recurso de Collor, um mandado de segurança pedindo novas perícias para determinar os custos das obras nos jardins da Casa da Dinda. Se o pedido for indeferido, Collor será mesmo julgado pelo Senado no próximo dia 22. A`s vésperas da votação do Impeachment", o presidente afastado deflagrou uma ofensiva para tentar reverter o quadro no Senado. Pessoalmente ou através de seus aliados, Collor está tentando "comprar" votos, aliciando senadores com a promessa de fazer um "governo compartilhado", caso seja reconduzido ao cargo. Além de prometer cargos, o presidente trabalha com outra estratégia: esvaziar o plenário durante o julgamento do próximo dia 22. Laboratórios farmacêuticos faziam depósitos regulares nas contas bancárias dos "fantasmas" do esquema PC, conforme provas já levantadas pelo delegado Paulo Lacerda, titular do inqúerito sobre PC Farias na Polícia Federal. Um dos empresários do setor, Carlos Eduardo Sanches, dono do Laborecel, de Santo André (SP), revelou ter pago US$600 mil a PC para que o governo liberasse o pagamento de uma venda de remédios que sua empresa fez ao Ministério da Saúde (JB).