Lideranças empresariais e políticos comentaram a demissão do ministro da Fazenda, Gustavo Krause. A seguir, alguns desses comentários: Carlos Reis (presidente da BVRJ)-- "O trauma só não foi maior porque o Ministério da Fazenda perdeu um pouco da importância, com o aumento da influência do Ministério do Planejamento". Álvaro Augusto Vidigal (presidente da BOVESPA)-- "Estávamos aguardando o programa de governo para este final de semana, mas com a mudança, evidentemente, ele sofrerá retoques. Na verdade, tudo isso fragiliza o processo político". Carlos Eduardo Uchôa Fagundes (diretor da FIESP)-- "O ministro Krause tinha bastante competência. Ele poderia ter feito um bom trabalho, mas pegou a interinidade". Albano Franco (presidente da CNI)-- "Foi uma surpresa a saída, mas isso não vai assustar o mercado". Abram Szajman (presidente da FECESP)-- "A permanência de um ministro no cargo por tão pouco tempo acaba por fazer com que a sociedade não tenha credibilidade no governo e na política". Ricardo Vacaro (2o. coordenador-geral do PNBE)-- "Fica decretado o estado de confusão. Nada está claro". Luiz Antônio Fleury (governador de SP)-- "Lamento a renúncia do ministro Krause. O importante é que o ministro Haddad já declarou que não vai haver pré-fixação ou pacote". Alceu Collares (governador do RS)-- "Lamento, pois o Krause vinha coordenando o ajuste fiscal e a rolagem da dívida" (JB) (FSP).