Governo e Congresso chegaram ontem a um acordo sobre a política salarial que vai vigorar a partir de 1o. de janeiro. O valor de US$100 para o salário-mínimo vai ser corrigido a cada dois meses em pelo menos 60% da inflação medida pelo Índice de Reajuste do Salário-Mínimo (IRSM). A cada quatro meses, toda a inflação do período vai ser reposta. Além do mínimo, vão receber reajustes automáticos as parcelas de salário cujo valor não ultrapassar seis mínimos e também os aposentados e pensionistas da Previdência Social. Não estão incluídos no acordo os funcionários públicos, que terão negociação à parte. O presidente da CUT, Jair Meneguelli, criticou a nova lei salarial. Na sua opinião, a fixação de um salário-mínimo equivalente a US$100 em 1o. de janeiro e a concessão de antecipações bimestrais para o mínimo não representam um avanço, porque a inflação acabará corroendo o poder de compra do trabalhador. "É falso falar em salário-mínimo de US$100, porque no quinto dia útil de fevereiro, quando o trabalhador for recebê- lo, já estará valendo US$80. No fim do quadrimestre, não valerá nada", argumenta (FSP) (O Globo).