A Engesa Engenheiro Associados, que até 1986 foi a maior fabricante de armas do país e a primeira exportadora do Terceiro Mundo, está sem dono desde a semana passada. Os seis sócios controladores da empresa, liderados por José Luiz Whitaker Ribeiro, abdicaram dos cargos que ocupavam e entregaram o controle da empresa ao Ministério do Exército. A Indústria de Material Bélico Imbel, estatal que interveio na Engesa em 1989, recusou a oferta e pretende contestá-la judicialmente. A empresa tem uma dívida de US$400 milhões, uma concordata não resolvida, com os bens indisponíveis, e está à falência. Os antigos diretores alegam que, desde junho de 1989, apenas emprestavam seus nomes para confirmar atos administrativos de diretores da Imbel sobre a gestão da Engesa. No último dia nove, eles encaminharam à Justiça Federal em São Paulo uma petição para que a estatal do Exército fosse notificada para assumir o total controle da Engesa e nomeasse novos diretores. Pedem que seus bens dados como fiança ou garantia sejam tornados disponíveis e que seja encerrado o processo de concordata, já que, pela legislação atual, estatais não entram em concordata nem sofrem falência. Whitaker foi informado de que a Imbel, logo que recebesse a notificação, não aceitaria a oferta (O Globo).