A PRIVATIZAÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO DO ÁLCOOL

A decisão do presidente Itamar Franco de privatizar a comercialização do álcool implicará em um novo reajuste de 17% nos preços tanto do álcool como da gasolina para cobrir a diferença dos custos de produção entre o Nordeste e as demais regiões do país. Outra opção é o Tesouro conceder um subsídio de US$60 milhões mensais às distribuidoras. Os técnicos dos ministérios da Fazenda e das Minas e Energia entregaram ontem à assessoria econômica do Palácio do Planalto um estudo apontando essas duas alternativas para viabilizar a privatização da comercialização do álcool. O Tesouro Nacional teria ainda que pagar US$750 milhões à PETROBRÁS-- que hoje detém o monopólio da comercialização do álcool-- de prejuízos que a empresa teve com a diferença de preços entre o Nordeste e o Sudeste (FSP).