O Brasil tem créditos a receber no exterior de cerca de US$6 bilhões em valores históricos, cifra que, se corrigida, atingiria a casa dos US$10 bilhões. São créditos concedidos pelo antigo FINEX (Programa de Financiamento à Exportação, extinto e substituído pelo PROEX) a cerca de 66 países, principalmente africanos e latino-americanos. Esses créditos são renegociados pelo Banco Central, através de acordos bilaterais ou, quando estes são impossíveis, mediante acordos no âmbito do Clube de Paris. Há uns 10 dias o governo brasileiro renegociou esse débito com a Zâmbia, no âmbito do Clube de Paris, que concedeu perdão de um terço da dívida ou, como opção para o credor, a restruturação da dívida por 25 anos e juros concessionais. No acordo bilateral com a Zâmbia, o BC optou pelo prazo de 25 anos. Nos últimos dois anos foram acertados, através de refinanciamentos, operações "swap" (troca de dívida velha por crédito novo) e troca de dívida por mercadorias, créditos com diversos países (Guiana, Bolívia, Paraguai, Angola), representando um ingresso de US$1,2 bilhão em retornos de operações FINEX, vencidas nos últimos 10 anos (GM).