FALTA UM ÓRGÃO PARA FINANCIAR AS EXPORTAÇÕES

O Programa de Financiamento à Exportação (PROEX) tem US$160 milhões de recursos disponíveis para alavancar exportações de bens e serviços ainda neste ano. Tem uma longa lista de projetos feitos por exportadores-- equivalentes a exportações de mais de US$600 milhões-- para ser enquadrada nos financiamentos do PROEX (que tem, no Orçamento Geral da União, recursos de US$120 milhões disponíveis) ou na linha de equalização de taxas de juro (que também reserva o montante de US$40 milhões à espera de destinação). Há, contudo, um pequeno detalhe que poderá inviabilizar a realização dessas operações até 31 deste mês. Falta recriar o Conselho de Financiamentos a Exportações (CFE), através de uma portaria ministerial, e este conselho marcar uma reunião e aprovar os projetos. O CFE é o conselho que, criado na gestão do ex-ministro Marcílio Marques Moreira, tem competência para avaliar e aprovar os projetos que serão beneficiados pelos financiamentos ou pela equalização das taxas de juros do PROEX. O Banco do Brasil, que opera o PROEX, tem autonomia para autorizar operações de até US$5 milhões, o que é raro, já que os grandes demandantes do PROEX são os exportadores de bens de capital de longo ciclo de maturação e os exportadores de serviços de engenharia (GM).