Em um ano, os brasileiros que precisam de transplante de medula para continuar vivendo vão poder contar com um banco de potenciais doadores. O primeiro banco de medula óssea da América Latina foi inaugurado ontem, em São Paulo, como resultado de um consórcio que reúne a Fundação Pró- Sangue, Faculdade de Medicina da USP e o Instituto do Coração. Parte dos recursos para equipar o laboratório de imunogenética do banco veio da Fundação Banco do Brasil. A estrutura inicial de oito leitos será ampliada para 32 leitos, e o cadastro de doadores, hoje com 20 nomes, deve chegar a 12 mil no final de 1993. O banco de medula tenta sanar um drama comum aos pacientes que desenvolvem leucemia (câncer no sangue), aplasia medular ou outros males que agridem de maneira irreversível a medula. Ele funciona como uma "fábrica" de células sanguíneas, fornecendo as plaquetas, hemácias e leucócitos que vão se distribuir pelo organismo. Estima-se que 70% dos doentes não encontram doador compatível na família (O ESP).