DESVIO DE Cr$2 TRILHÕES ENVOLVE SENADOR

O envolvimento de um senador da República, a menção do nome de um ministro do STF, a constatação de sete "fantasmas" e o indiciamento de 25 funcionários do Banco do Brasil e do governo estadual, além de servidores da Justiça, fazem parte de um dos maiores inquéritos já abertos pela Polícia Federal no país. O inquérito, já encaminhado ao STF, apurou o desvio de Cr$2 trilhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassados nos anos de 1988 e 1989 pelo governo federal ao estado do Acre. E apresenta o senador Aluizio Bezerra de Oliveira (PMDB) como um dos receptores de um cheque "fantasma". O nome do ministro Ilmar Galvão, do STF, surgiu no depoimento prestado por um funcionário do BB, já indiciado, que foi intermediário nos desvios das verbas entre o banco e o governo. No inquérito assinado pelo delegado da PF Ildor Reni Graebner, o senador Aluizio Bezerra é acusado de ter recebido o cheque no. 285550, no valor de Cz$1 milhão, emitido pelo "fantasma" Flávio Nogueira, em 11 de setembro de 1988, contra o BB. Há mais de dois meses, os principais acusados de aplicar os recursos em contas-"fantasmas" estão cumprindo prisão domiciliar decretada pelo juiz federal no estado, Pedro Paulo Castello Branco, que mandou em junho o processo ao procurador-geral da República, Aristides Junqueira. O procurador irá solicitar ao STF permissão para processar o senador (JB).