Empregados da CSN estão sendo utilizados por administradores da empresa como intermediários no processo de privatização da estatal. A denúncia é do presidente regional do PSDB, Ronaldo César Coelho, que considera o processo de venda "viciado", já que garante o controle da empresa, a preços subsidiados, a um grupo antes da privatização efetiva. Pelo edital de privatização, os funcionários têm direito a comprar, com desconto, 20% das ações, enquanto a Caixa de Previdência da empresa tem preferência na compra de outros 15%. Segundo Ronaldo César, a manobra teria o objetivo de garantir a transferência das ações compradas pelos funcionários para os executivos da CSN, no prazo de um ano. Os 35% de ações da CSN reservados aos funcionários são oferecidos através de clubes de investimento criados pela CUT. Outra opção para os funcionários da estatal é o Banco Arbi, que compra as ações à vista para o operário em troca da transferência de 25% das ações. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), Luís Oliveira Rodrigues, disse que a acusação de manipulação é fruto do preconceito contra a participação dos trabalhadores na direção da empresa, enquanto o presidente da CSN, Roberto Procópio Lima Neto, acusou Ronaldo César Coelho de fazer a denúncia movido por Interesses financeiros" (JB).