O Banco Real, brasileiro, e o Banco de la Provincia de Buenos Aires (BPBA), banco estatal-- da Argentina-- assinaram um acordo de colaboração onde as instituições oferecem, cada uma em seu país de origem, sua estrutura bancária para os clientes estrangeiros. "No caso do Banco Real, nossos clientes terão à sua disposição as 300 agências do BPBA espalhadas pela Argentina", afirma o diretor do Banco Real, Sebastião Cunha. Segundo ele, tanto o Real como o BPBA são bancos que possuem uma rede de agências expressiva em seu país natal. O BPBA-- que só possui uma agência no Brasil-- vai se beneficiar da rede do Real no Brasil, enquanto esse-- que também tem apenas uma agência no país vizinho-- utilizará os benefícios do banco argentino, explica Cunha. Mário Enrique Pinto, diretor-presidente do BPBA do Brasil, afirma que o acordo criará caminhos para negociações mais amplas que podem se desenvolver com o MERCOSUL. Segundo Cunha, serão priorizadas as operações de mercado de capitais e de comércio exterior. "Queremos incrementar nossas operações com exportações para os países do MERCOSUL", afirma. Em 1992, do total de US$4,057 bilhões em operações de exportações para os países que compõem o MERCOSUL, o Banco Real realizou US$140 milhões, uma fatia de 3,8% do mercado. O crescimento dessa fatia em relação ao ano anterior foi de 110%, superior ao crescimento de 70% registrado pela expansão dos negócios do Brasil com os outros países do MERCOSUL. O BPBA é o sétimo maior banco latino-americano e segundo banco da Argentina. Em seu país de origem, é o primeiro no "ranking" de depósitos-- cerca de US$2,8 milhões-- e apresenta ativos totais de US$5 bilhões. O banco está no Brasil desde 1979 (GM).