O governo quer negociar com as indústrias um aumento na produção de bens menos sofisticados, a começar com os carros populares, e reduzir os juros nos empréstimos oficiais a pequenas e médias empresas de alguns setores, especialmente a construção civil. A proposta será levada pelos ministros da área econômica ao presidente Itamar Franco nas próximas reuniões ministeriais, nos dia 18 e 19 de dezembro. A idéia dos ministros é que a reativação econômica se dê por setores, através da redução de juros e impostos, para a economia voltar a crescer a partir do segundo trimestre do ano que vem. A retomada do crescimento se daria através dos setores que empregam mão-de-obra pouco qualificada e da criação de vários programas sociais para beneficiar as camadas mais pobres da população. Da proposta constam ainda as seguintes medidas: -- título público com correção cambial, para alongar a dívida pública; -- juros diferenciados para empresas que empregam muita mão-de-obra, como construção civil e agroindústria; -- manutenção e aprofundamento da abertura da economia, mas rigidez com setores oligopolizados; -- controle das estatais, inclusive de salários; -- queda gradual de juros, reajuste de tarifas e definição da data de mudanças na privatização; -- aprovação do plano de curto prazo, sem choques, congelamentos e pacotes. Ajuste fiscal, reforma do sistema financeiro (BC mais autônomo), nova lei salarial, manutenção do acordo da dívida externa (JB).