Os trabalhadores, associados ao BANERJ, assumirão o controle acionário da CSN no dia 22, quando, em lugar do leilão inicialmente programado, será consolidada a venda de 52,22% das ações. Os trabalhadores ficarão com 33%, o BANERJ com 10% e o fundo de pensão dos funcionários com 9,2% do capital da empresa. Numa segunda etapa, em data que o governo irá definir, haverá o leilão dos 47,8% restantes, podendo ainda a privatização se completar com a venda normal das ações em bolsas de valores daqui a um ou dois anos-- quando os empregados imaginam que a empresa terá se tornado competitiva e suas ações valorizadas. Esse esquema de venda da CSN foi acertado ontem entre o governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola (PDT), e os trabalhadores da usina de Volta Redonda. A proposta foi aprovada também pelo ministro do Trabalho, Walter Barelli. Falta agora o presidente em exercício, Itamar Franco, aprová-la para modificar o edital de venda (O ESP) (O Globo) (JB).