Em 17 de setembro último, quando o TCU (Tribunal de Contas da União) fazia uma devassa no Banco do Brasil, o presidente do banco, Lafaiete Coutinho, autorizou uma redução de 88% na dívida das empresas Algodoeira Palmeirense e Companhia Algodoeira Pernambucana. As duas empresas pertencem ao ministro do TCU Marcos Villaça e a membros de sua família. No cadastro do BB, ambas aparecem como "más-pagadoras". A primeira obteve Cr$32,1 bilhões e a segunda Cr$31,3 bilhões do BB. Villaça admitiu ser sócio das duas empresas e amigo de Lafaiete. Ele disse, porém, que desconhece qualquer operação entre suas empresas e o BB. "Não dirijo as empresas. Elas têm presidentes", afirmou. Os presidentes são seus dois cunhados Roberto Fernando Duarte e José Luís Duarte. A quarta sócia é a mulher de Villaça, Maria do Carmo Duarte Villaça. A operação entre o BB e as empresas do ministro foi considerada irregular pela investigação do próprio TCU e condenada no voto do ministro Fernando Gonçalves, ralator do caso. Esse parecer deveria ter sido votado ontem, mas o relator foi destituído liminarmente na última hora, graças à uma questão de ordem impetrada pelo ministro Homero Santos e acolhida pela presidente interina do TCU, ministra Élvia Castello Branco (FSP).