O Banco Central enviou um estudo ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) prevendo um superávit primário (receita menos despesas) nas contas públicas dos estados, municípios e governo federal de 4% do PIB, que equivale a Cr$16 bilhões para 1993. Suplicy queria saber como o governo iria pagar a dívida externa no ano que vem. O estudo que foi encaminhado a Suplicy pelo negociador da dívida externa, Pedro Malan, prevê um superávit de 0,5% do PIB (US$2 bilhões), mesmo com o pagamento dos juros da dívida interna e externa. Malan sustenta que o Brasil poderá contar com recursos do FMI, do BIRD e BID para financiar as garantias exigidas pelos bancos comerciais estrangeiros. Esta estimativa de desempenho da economia, apesar de estar condicionada à aprovação do ajuste fiscal, deverá fazer parte das metas que o Brasil apresentará à diretoria do FMI para 93, embora as negociações ainda não tenham sido iniciadas oficialmente (FSP).