Cláudio Vieira, ex-secretário do presidente afastado, Fernando Collor, tinha um esquema paralelo de tráfico de influência no governo semelhante ao organizado por Paulo César Farias, apenas mais modesto nos ganhos. Em dois anos, movimentou US$300 mil utilizando, na ficha cadastral de um banco de Maceió (AL), o CPF e a identidade de Adeilton Leodino, contínuo de uma empresa alagoana, atualmente desempregado. Esses dados foram obtidos nas investigações feitas em Alagoas pelo delegado federal Marco Antônio Cavaleiro, que descobriu a conta do "fantasma" de carne e osso e localizou o titular dos documentos. O dinheiro teria surgido, segundo a PF, das verbas de publicidade do governo manipuladas por Vieira (O ESP).