Duas propostas viabilizando o controle da CSN por seus empregados, através da aquisição de 52,23% do seu capital, foram entregues ontem, pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), Luiz de Oliveira Rodrigues, ao ministro do Trabalho, Walter Barelli, que se incumbiu de levá-las ao presidente Itamar Franco. A primeira proposta dispõe sobre a ampliação dos 20% atuais para 33% de participação direta dos empregados no capital da estatal, com os 13% adicionais sendo adquiridos via financiamento do BNDES. O documento sugere a ampliação do prazo de carência do financiamento na compra das ações para cinco anos e não dois anos, como está previsto atualmente no edital, mais 12 anos de prazo para pagar 6,5% de juros por ano. Os restantes 19,23%, para completar os 52,23%, serão fechados com os 9,23% de ações ordinárias de propriedade da Caixa Beneficiente dos Empregados da CSN e 10% a serem adquiridos pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, através do BANERJ. A segunda proposta mantém os 20% de capital em mãos dos empregados e sugere a aquisição de 13% por fundações de estatais, como a Petros. As demais participações não seriam alteradas, conforme expõe a primeira proposta, somando 52,23% (GM).