MERCOSUL QUER NOVOS RECURSOS PARA ESTRADAS

O incremento do comércio entre os países do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) está ameaçado pela falta de investimentos em estradas que interligam esses países. Hoje, o comércio para o MERCOSUL atinge 8% das exportações brasileiras, das quais 80% são transportadas por caminhões. A expectativa do BIRD (Banco Mundial) é que a integração aumente em 12% o comércio dos países integrantes. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio Grande do Sul (Fetrasul), Romeu Luft, para atingir esse objetivo serão necessários investimentos nas rodovias que compõem o corredor de exportação daquele estado. Luft criticou o projeto para construção de uma superestrada que ligaria São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires, orçada em US$1,11 bilhão, dos quais 80% seriam financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). "Nenhum dos países integrantes têm condições financeiras para bancar um projeto desse porte. O mais racional seria investir nas estradas existentes", observa. Segundo ele, é preciso que Brasil e Argentina comecem a estudar agora programas de financiamento para que o incremento do transporte de cargas entre os dois países não sofra um colapso (JB).