BANCOS PÚBLICOS DETÊM MAIS FINANCIAMENTOS HABITACIONAIS

Estudo divulgado ontem pelo Banco Central revela que os bancos públicos (estaduais e federais), embora em número menor, detêm volume muito maior de financiamentos habitacionais do que os bancos privados. Segundo o relatório, há hoje 23 bancos públicos atuando no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que mantinham, em outubro, Cr$132,9 trilhões em financiamentos habitacionais com recursos de caderneta de poupança, enquanto que as 34 instituições financeiras privadas do sistema somavam Cr$62,2 trilhões aplicados diretamente em imóveis habitacionais. Ainda de acordo com os dados do BC, tanto os bancos públicos estaduais e federais como os privados, em termos globais, apresentam superaplicação de financiamentos, ou seja, têm mais recursos imobilizados na área de habitação do que os limites exigidos pelo BC. De acordo com as normas do BC, 65% dos depósitos de poupança têm que ser aplicados em empréstimos para construção e compra da casa própria. Em outubro, o total de aplicações em habitação chegava a Cr$195,2 trilhões, enquanto os saldos de caderneta de poupança, considerando o limite de 65% exigido, somavam Cr$146,3 trilhões. Mas os bancos públicos extrapolaram muito mais do que os privados esses limites. A CEF, maior dos agentes do SFH, e outros 14 bancos estaduais apresentam aplicações em habitação 150% acima dos limites do BC, enquanto que apenas três bancos privados estão nesta situação (JB).