INDÚSTRIAS BRASILEIRAS APOSTAM EM "JOINT VENTURES"

A situação hoje na Argentina-- que foi nesta semana admitida oficialmente no Plano Brady, de reestruturação de sua dívida externa junto aos bancos credores, e cuja economia está mais alinhada às exigências internacionais que o Brasil-- abre uma grande vantagem comercial às indústrias brasileiras para formação de "joint ventures" no país. Essa é a avaliação do diretor executivo da Associação de Empresas Brasileira para a Integração no MERCOSUL (ADEBIM), Michel Alaby, que participou ontem de seminário promovido pela I Feira Internacional de Abastecimento (Supermarket), que se realiza em São Paulo até amanhã. Segundo ele, as relações comerciais mais fáceis da Argentina com EUA, México e outros países latino-americanos tornam atraente a instalação de empresas brasileiras no país, na esteira do estatuto das empresas binacionais decretado pelo Brasil e pela Argentina no início deste ano. Nesse estatuto, as empresas podem obter financiamentos facilitados nos dois países, estão livres da bitributação e lhes é permitida a circulação de valores em moeda estrangeira (GM).