O loteamento de verbas do orçamento entre os parlamentares que apresentaram emendas ao projeto do governo foi o que prevaleceu até agora nas votações da comissão mista de Orçamento. O próprio presidente da comissão, deputado Messias Góis (PFL-SE), admitiu que a redistribuição das emendas foi "a única maneira de se chegar a um acordo em algumas subcomissões". O maior loteamento aconteceu na votação do relatório parcial do Ministério do Bem-estar Social. Responsável por um orçamento de aproximadamente US$72 milhões, o relator Paulo Mourão (PDS-TO) dividiu as verbas entre mais de seis mil emendas prioritárias. O loteamento de emendas aconteceu também nas votações dos sub-relatórios dos Ministérios da Agricultura e da Integração Regional. O sub-relatório do Ministério da Educação, do deputado Eraldo Tinoco (PFL-BA), foi aprovado ontem sob a acusação de beneficiar empreiteiras ligadas à construção de escolas técnicas. A denúncia foi feita pelo deputado Uldurico Pinto (PSB- BA). Segundo o deputado, os US$60 milhões destinados pelo relator à construção de 41 escolas técnicas beneficiam duas construtoras baianas (FSP).