MINISTRO MANTÉM GALDINO NA POLÍCIA FEDERAL

O ministro da Justiça, Maurício Corrêa, decidiu manter Amaury Galdino no comando da Polícia Federal, por considerar que não existem provas de que ele teria comandado sessões de tortura nas instalações do DOI-CODI em Recife (PE) durante os governos militares. A acusação fora feita pelo advogado pernambucano e ex-preso político Aluízio Valério da Silva, que reconheceu Galdino como o responsável pelas torturas de que foi vítima em 1971. "Há provas que de 1971 a 1974 Galdino não estava na PF. Ele pôs o cargo à disposição, mostrando que não tem nada a temer", justificou o ministro. Galdino negou ter presenciado sessões de tortura, mas admitiu ter prendido líderes do PCB e do PC do B-- então partidos clandestinos-- quando era delegado-chefe do DOPS em Pernambuco, de 1977 a 1980. Ele pretende processar Aluízio por calúnia, injúria e difamação (O Globo).