Um debate realizado ontem em São Paulo demonstrou um ponto de convergência entre presidencialistas e parlamentaristas: seja qual for o sistema de governo vitorioso no plebiscito de abril de 93, o seu funcionamento em detalhes somente será definido na revisão constitucional, que reunirá todos os congressistas. Será um plebiscito no escuro, disse o deputado Marcelo Barbieri (PMDB- SP), presidencialista. Ele sustentou, no entanto, que há menos divergências no grupo a que pertence sobre o funcionamento do que entre os parlamentaristas. O deputado José Genuíno (PT-SP), parlamentarista, rebateu com o argumento de que o presidencialismo, se for vitorioso no plebiscito, também será regulamentado pelo atual Congresso, o que impede os presidencialistas de assegurarem quais serão os mecanismos desse sistema. O deputado Cunha Bueno (seu partido não foi citado) fez a defesa da monarquia. Afirmou que a República é origem de crises institucionais e sociais no Brasil. Segundo o deputado, a monarquia seria o "poder moderador" no país (FSP).