Até o final do mês passado, o Brasil havia recebido US$20,4 bilhões em receitas líquidas financeiras e de comércio exterior. Segundo o Banco Central, do total, US$20,02 bilhões eram provenientes do comércio e apenas US$401 milhões de operações financeiras. O resultado financeiro, entretanto, está longe de ser ruim. Mesmo que o ano termine com saldo zero, o desempenho ainda será bem melhor do que em 1990 e 1991, quando o Brasil apresentou déficits financeiros de US$10,5 bilhões e US$7,8 bilhões, respectivamente. O câmbio comercial brasileiro registrou, em novembro, superávit de US$1,650 bilhão. De acordo com dados do BC, as reservas internacionais do país caíram em setembro para US$21,96 bilhões, no conceito de liquidez internacional (que inclui reservas secundárias). Em agosto eram de US$23,11 bilhões. No conceito de caixa (moedas fortes disponíveis), as reservas baixaram de US$18,93 bilhões em agosto para US$17,68 bilhões em setembro. Segundo o BC, a queda refletiu, em parte, o desempenho do mercado de câmbio, cujo superávit global caiu para US$312 milhões, contra a média de US$2,1 bilhões de janeiro a agosto (O ESP) (FSP).