As obras paralisadas do setor elétrico estão hoje avaliadas em US$12 bilhões. As dívidas entre empresas que integram esse sistema somam US$5 bilhões. Os seus débitos com fornecedores de equipamentos e prestadores de serviços variam de US$2 bilhões a US$4 bilhões. A Conta de Resultados a Compensar (CRC) também é variável: pode passar de US$3 bilhões até US$30 bilhões. Estes números, um conjunto revelador do grau da crise vivida hoje pelas empresas de eletricidade, foram avaliados, ontem, em debate promovido pelo Fórum de Ciência e Tecnologia da UFRJ, com a participação dos mais diferentes segmentos do setor elétrico. Os segmentos presentes pretendem, sob a coordenação do Fórum, levar um documento ao governo e interferir nas questões do setor que se encontram em debate no Legislativo. Os participantes do encontro concluíram, por exemplo, que a recuperação tarifária é fundamental. Deve, porém, resultar não de fórmulas cruas, que busquem o aumento por si só, mas da sua articulação com a melhoria de eficiência, a racionalização e a transparência. Entendem, também, que o corte-- puro e simples-- de um segmento de mercado na política de aumentos poderá revelar-se prejudicial a grupos de empresas que tenham mais consumidores na faixa de menor consumo (GM).