O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro, Carlos Firme, acusou ontem o sistema bancário privado de desviar US$8 bilhões das cadernetas de poupança para empréstimos fora do setor de construção civil. Segundo Firme, os bancos captam recursos com 6% de juros e os repassam a 30% para o mercado. A lei destina esses recursos à habitação. "Não há mais possibilidade de diálogo com os banqueiros privados", disse. Ao informar que conhece o problema, o presidente da CEF (Caixa Econômica Federal), Danilo de Castro, revelou que, para evitar o agravamento da situação, encaminhará ao presidente Itamar Franco uma proposta que obriga os bancos a aplicar 65% dos recursos captados com as cadernetas de poupança na compra de letras hipotecárias da CEF (O ESP).