A Argentina entrou definitivamente para o Plano Brady, ao assinar ontem, em Buenos Aires, um acordo de refinanciamento em 30 anos de sua dívida externa com os bancos privados e um desconto de 35% para o débito de US$21 bilhões. A dívida será trocada por bônus com uma redução do principal ou dos juros. Segundo as opções escolhidas pelos bancos, 35% do montante serão renegociados em bônus com desconto de 35%, enquanto os 65% restantes em bônus ao par. Os títulos com desconto pagam a taxa Libor mais 0,8125 ponto percentual, e os bônus ao par terão uma taxa flutuante que aumentará durante seis anos, partindo de 4% até 5,57% e ficando então fixa em 6% (O Globo).