O presidente da República em exercício, Itamar Franco, entrou pessoalmente nas articulações para a formação do bloco parlamentar de centro-esquerda na Câmara. Ele pretende transformar o bloco no núcleo de sua base de apoio no Congresso, após julgamento do impeachment de Fernando Collor de Mello pelo Senado. Os principais caciques políticos do país entraram na disputa. O governador pefelista da Bahia Antônio Carlos Magalhães, e o pedessista Paulo Maluf, prefeito eleito de São Paulo, trabalham abertamente por seu candidato, o deputado Inocêncio de Oliveira (PFL-PE). O presidente do PMDB, Orestes Quércia, disse à sua bancada que o cargo é "vital" para a sobrevivência do partido. E o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, aproveita a onda do bloco para se recompor com Itamar. Os blocos definirão o nome do presidente da Casa e virtual vice-presidente da República no ano que vem. Para Itamar, do resultado da disputa também sairão os partidos que terão lugar no governo com a reforma ministerial. Auxiliando na montagem do bloco de centro-esquerda e conseguindo o seu apoio para o governo, o presidente deixa claro que pretende formar um governo de coalisão com PMDB, PSDB, PDT, PT, PSTR, PSB, PPS, PC do B e PV, os partidos que integram o bloco (FSP) (O ESP).