A engenharia política que o presidente em exercício, Itamar Franco, utilizou para formar seu governo começa a ser questionada. Apensar de ter escolhido 13 ministros com mandato parlamentar para compor os postos mais nobres da administração federal, e passados 65 dias da posse do vice- presidente no cargo de chefe de Estado, o Congresso Nacional não votou um projeto de lei da lista de mais de 10 matérias consideradas modernizantes pelo governo. Mostra, ainda, inapetência para aprovar um projeto de reforma fiscal que equacione o regime de falência do Estado. Esses receios estariam na raiz de uma eventual reforma ministerial que poderá vir a ocorrer após a votação do Impeachment" do presidente afastado, Fernando Collor de Mello, pelo Senado Federal, marcada para o próximo dia 22. Embora negue a reforma ministerial, o presidente Itamar Franco já dispõe de um "banco de reservas" para usar na reforma. O senador Mário Covas (PSDB-SP) está cotado para a pasta dos Transportes. O presidente do Senado, Mauro Benevides (PMDB-CE), é o preferido para ocupar o Gabinete Civil. Outros nomes "escalados" são os do prefeito de Belo Horizonte (MG), Eduardo Azeredo, e do presidente do BB, Alcir Calliari (GM) (FSP).