O Brasil é o país que tem, proporcionalmente, a maior quantidade de computadores de grande porte do mundo, devido à reserva de mercado. Segundo Raul Felipe Papeleo, diretor da Edisa/Hewlett Packard, no final da década de 80, 68% do parque instalado de computadores (em valores) era composto por "mainframes", enquanto na Colômbia a relação era de 18% e nos EUA, 12%. Em 1990, a participação dos "mainframes" no parque brasileiro caiu para 55%, em média, e, mesmo assim, continua distorcida em relação a outras nações, inclusive o Japão, onde os dados são centralizados e o índice chega a 38%. As informações fazem parte da pesquisa da International Data Corporation, dos EUA, cuja versão relativa a 1991 ainda não foi divulgada. Papaleo diz que a tendência de uso de "mainframes" é decrescente, embora a centralização do processamento de dados ainda seja grande (GM).