MÁRIO AMATO CRITICA SINDICATOS DE TRABALHADORES

Os sindicatos de trabalhadores foram duramente criticados ontem pelo vice- presidente da CNI e ex-presidente da FIESP, Mário Amato. "Já não temos mais empregados, mas inimigos", disse ele perante os membros da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados. O empresário acusou os representantes sindicais de praticar a "ditadura sindical" e de "fomentar a guerrilha dentro das empresas" ao exigir aumentos mensais e se negar a discutir mudanças "viáveis" na política salarial. Amato disse que se cansou de falar com líderes sindicais como Jair Meneguelli, Vicentinho ou Lula. "Eles só vêm com frases feitas, nas acrescentam mais nada às discussões", afirmou. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, disse que Mário Amato "confirmou a sua fama de ser um homem que só fala besteiras". Segundo Vicentinho, o movimento sindical tem propostas sérias e deseja discutí-las, "mas esbarra em lideranças empresariais como Mário Amato, que apresenta propostas, comportamentos e declarações inconsequentes" (O ESP).