AJUSTE FISCAL PODE ALIJAR PAÍS DO MERCOSUL

Se aprovado pelo Congresso, o novo imposto sobre movimentacão financeira pode representar uma redução da competitividade do setor agropecuário brasileiro no mercado internacional. A projeção foi feita pelo economista e especialista em questões tributárias, Fernando Rezende, que falou, na Comissão de Agricultura, dos reflexos do Ajuste Fiscal sobre o setor. Segundo Rezende, isto acontece porque esse imposto pode representar, dependendo da transação financeira, quase um novo Finsocial em termos de valor (2%) e isso sobrecarregaria o produtor. A resposta seria um aumento do valor final do alimento e consequentemente a perda de competitividade para exportar. Com isso, "o Brasil corre o risco de ficar alijado do Mercosul", alertou. Ele defende, ao contrário, a eliminação dos impostos que oneram o setor: o CNS sobre exportação e sobre equipamentos, o IOF sobre o crédito produtivo (mantendo sobre a expeculação financeira) e o tributo sobre faturamento, além de uma revisão dos impostos que recaem sobre os insumos agrícolas (Hoje na Câmara no.4818-24/11/92).