O ministro das Minas e Energia, Paulíno Cícero, recebeu ontem da PETROBRÁS um estudo em que a empresa apresenta o seu plano para deixar de comercializar o álcool no país. A medida que o ministro destaca é o fim da compra antecipada da produção de álcool hidratado de usinas e destilarias. Este tipo de compra poderá ser substituído por consignação do produto-- as usinas entregam o álcool à PETROBRÁS e recebem seu pagamento após o repasse do produto aos postos. A estatal também propõe que seus tanques para estocagem de álcool sejam alugados às usinas ou aos distribuidores privados, que ocupariam o espaço deixado no mercado. Segundo o ministro, 40% do álcool hidratado produzido atualmente no país já não passam pela PETROBRÁS. A saída da companhia da comercialização do produto não significa que o governo vá desestimular o programa do álcool. O ministro esteve reunido com usineiros e garantiu que o setor está prestigiado (JB).